sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

DEUS QUER MAIS DESTA GERAÇÃO


Deus quer mais dessa geração m João 2, versos 13 a 17, lemos acerca do episódio de Jesus entrando no Templo e expulsando os cambistas que faziam do local um lugar de comércio. Como ressalta o texto, era a época da páscoa. Segundo a tradição e a Lei, os sacrifícios deveriam ser oferecidos no Templo. Mas não poderia ser qualquer sacrifício, qualquer animal. Havia regras e procedimentos a serem observados, todos eles estabelecidos pela Lei. Diz o livro de Levíticos que o animal deveria ser sem defeito(veja Levíticos 3:1). E para cada tipo de sacrifício, uma lei específica. E caberia ao sacerdote, ao povo, trazer de casa o melhor dos animais para o altar, algo que custasse sacrifício, cuidado, zelo, sangue. Eram necessários também, além da consagração, o tempo e a dedicação para preparar um animal "em holocausto e cheiro suave ao Senhor".

Contudo, não era o que estava acontecendo quando Jesus esteve no Templo. Por detrás da venda e do comércio dos animais, estava a venda e comércio de sacrifícios ao Senhor. O caminho estava sendo encurtado. O preço não estava sendo pago. Davi disse certa vez: "Não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada"(veja II Sm.24:24). Quando Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os cambistas, no mundo espiritual Ele estava derrubando e demolindo as fórmulas.

O que acontece também hoje? Muitas vezes vamos aos cultos e esperamos encontrar na igreja o que há muito deveria estar na nossa casa, no nosso íntimo com Deus, no nosso lugar secreto. Até um tempo atrás, era comum ter uma lista de músicas para louvar e adorar ao Senhor. Nada de errado com isso, claro. Porém, algo começou a acontecer quando isso se tornou uma metodologia, uma fórmula. Há algo que também tem acontecido no nosso meio: é a chamada "adoração extravagante". Isso também está se tornando uma fórmula. As músicas de louvor e adoração, idem. E quando começamos a usar nossas fórmulas, o Espírito Santo passa então a procurar alguém que esteja disposto a ouvi-lo e a obedecê-lo. Quando não encontra, ele se assenta e assisti, procurando alguém que esteja disposto a dar a ele algo de valor: sua vida.

É tempo de acordar. É tempo de largar os novos métodos de adoração e começar a ouvir o Espírito Santo, que diz: "Eu quero você por inteiro". Está mais que na hora de pagarmos um preço por Sua presença e pelo avivamento. E pagar por isso custa caro. Você está disposto a abrir mão do que for preciso? Porque o Evangelho nada mais é do que renúncia. "Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" foi o que disse Jesus. O Espírito está gritando nesses dias: "É tempo de voltar". A nossa caminhada com Deus não pára. Sempre haverá algo novo a ser revelado sobre Sua pessoa.

Deus quer mais dessa geração. Ele quer mais de você e de mim. Daremos a Ele algo que não nos custe nada? Sempre haverá um preço a pagar. Até que ponto estamos dispostos a isso? Lembre-se: sem sacrifício não há fogo. E sem fogo não há glória. Que nos restará, então?

Deus abençoe
Nívea Soares

Comportamento dos músicos durante o Culto


Um dos motivos de maior reclamação dos líderes para com os músicos na igreja é o modo como temos nos comportado durante o culto, mais precisamente ao término do período de cânticos. É comum deixarmos transparecer que terminado nosso “compromisso”, encerra-se também nossa “participação” e “responsabilidade”. Cultuamos a Deus apenas quando estamos com instrumentos e microfones nas mãos, proferimos palavras bonitas como: “Olhe para seu irmão! Glorifique! Adore ao Senhor! Pule! Dance! Receba!” E quando descemos do púlpito não somos mais os mesmos. Retiramos a máscara que cobria nossos rostos e expressões, que nos tornavam “adoradores” tão “sinceros” e “semelhantes” aos 24 Anciãos. Vamos para os corredores ou para fora do templo conversar sobre os mais diversos assuntos. Homens falam sobre futebol, mulheres falam sobre si mesmas, os mais jovens completam a rodinha de amigos na qual só faltava ele. E o culto que fomos prestar? E as belas palavras que há minutos havíamos falado perderam-se ao vento?

Isso sem falar quando estamos lá fora e o dirigente nos chama outra vez para “louvar” e saímos às pressas a procura de nossas máscaras que havíamos deixado no banco ao lado de nossas Bíblias (quando a levamos, é claro!!!). Voltamos ao culto e parece estar tudo normal, até o momento que outro grupo de música sobe ao púlpito e, mais uma vez, não temos a mesma participação que tínhamos exigido da igreja há alguns minutos. Sem falar no Pastor ou dirigente que quando vai ler à devocional ou a mensagem da noite convocando a todos a ficar em pé e não levantamos do “conforto que nos afasta de Deus”. Em outros momentos, chegamos em cima da hora da realização do culto e estamos afinando nossos instrumentos ou equalizando nossos microfones quando a devocional está sendo lida. Não se “passa” o som antes do culto!! Será que não temos a responsabilidade de ao menos chegar 30 minutos para orar e tratar das questões de sonorização junto ao sonoplasta? Será que não perturbamos o ouvido daqueles que foram cultuar em verdade? Com essas atitudes, será que o nosso louvor passa do teto? De fato, nunca precisaremos dar satisfação a homem nenhum, mas com que autoridade nós chegaremos à frente de nossa congregação, tomando essas e outras atitudes? Como teremos respaldo e subsídios para solicitar a igreja que ela deve comprar equipamentos novos para o grupo, se nem sequer nosso papel estamos cumprindo como deveríamos?

É até tolerável que após uma ministração, com a qual nós falamos tanto, pulamos e dançamos bastante, irmos tomar uma água e em seguida ir ao banheiro, contanto que bem rápido para não sermos observados, porém se estivermos administrando os cânticos da igreja com esses maus costumes, devemos desde já, estar ciente que Ele fechará os seus olhos e ouvidos para não nos ouvir (Isaías 1:10-18 e Amós 5:23), seremos comparados a destruidores (Provérbios 18:9) e ainda, o nosso “louvor” será como uma fumaça para os olhos e vinagre para os dentes de Deus (Provérbios 10:26).

Deixemos este mau costume que se tornou hábito dentro das nossas igrejas, meus amados. Lembremo-nos de que estamos adorando ao Grande Eu Sou, ao Todo-Poderoso, ao Único e Infalível Deus que por sua misericórdia nos tirou do lamaçal de pecados para que vivamos uma vida de exaltação ao Seu nome, para que quando fomos dirigir nosso cântico em louvor a Deus, Ele fique de pé em seu sublime trono e se agrade daquilo que O temos dedicado, nossa canção. Tomemos uma atitude enquanto é tempo. Mais uma vez gostaria de lhe recomendar um hino por título “Quem é você”, do mais novo cd do grupo Trazendo a Arca, do álbum Pra Tocar no Manto.

Que Deus nos abençoe


Por Jefferson Souza - Adorador

terça-feira, 15 de junho de 2010

Frase do Dia

"As vezes pra avançar é necessáro dar um ponto final!!!" (Idayane)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Caçadores de profetas, os mistérios dos crentes


Graça e paz!!
Queridos, em tudo seja Deus engrandecido!!! Estou aqui para mais uma vez publicar um artigo, desta vez não escrito por mim, mas como ja sabem, li gostei, postei..(rsrrs)..."Caçadores de Profetas,os mistérios dos crentes" não tem nada haver com o que talvez você espere do titulo sujesto do artigo, mais espero que leia até o final. Grande abraço e seja abençoado poderosamente.

CAÇADORES DE PROFETAS,OS MISTÉRIOS DOS CRENTES

Sempre achava estranho quando o Alan respondia minhas perguntas intrigantes com outras mais intrigantes ainda. A princípio achava que isso era mesmo coisa de filósofo. Porém, convivendo com meu amigo, percebi sua ojeriza pela resposta pronta e entendi o porquê. A resposta cessa a beleza do descobrir, da possibilidade, dessa força que nos impulsiona em busca de respostas. Um paradoxo maravilhoso que nos liberta mais e mais a cada dia.

Contudo, a palavra "mistério" tem se tornado uma obsessão na vida de alguns crentes. Quanto mais "enrolado for o rôlo", quanto menos se entender e, às vezes, quanto mais estranho for o negócio, mais crentes são atraídos para as coisas encobertas. Aliás, "as coisas encobertas são para Deus" (Dt. 29.29) tornou-se a frase genérica que finaliza qualquer discussão - uma paulada na cabeça de qualquer aspirante a pensador.

"Eis que entrarei no seu plá plá plá... e vou fazer um reboliço no seu prô prô prô...".

Bom, além de não me informar absolutamente nada, essa frase ainda tem uma conotação péssima! (rs) Ela não é invenção minha, confesso. Escuto essa piada desde que era menino. Mas a verdade é que existe um grupo de pessoas que não tem a menor paciência para conviver com Deus e ir, aos poucos, descobrindo a revelação de seus mistérios. Mas antes que meus "amigos do manto" me crucifiquem, quero trazer à memória algumas vezes que o Senhor falou comigo no meio do fogo (rs).

Eu era um adolescente que acabara de ganhar a oportunidade de trabalhar pela primeira vez. O profeta, usado poderosamente por Deus, me dissera de forma muito clara que eu teria uma sala, um computador e uma mesa. Minha fé, que na época ainda vivia de fraldas, não suportou tamanha revelação. "Um office-boy com tudo isso? Sei..." Para minha surpresa, alguns meses depois eu já tinha tudo o que o "homi-di-Deus" tinha visto. Cerca de dois anos depois e eu era Administrador de Redes. Foi quando outra profeta disse que eu deveria preparar as malas, pois faria uma viagem. Ela ainda disse que via um grande número 3 na minha frente. Alguns meses depois e eu fazia minha primeira viagem de negócios, embarcando no portão 3. Pra resumir, foi assim com a viagem internacional, o sequestro e tantas outras vezes que meu coração necessitou de alívio, minha alma de paz e minha mente de um direcionamento.

Porém, percebi que conforme fui crescendo, estudando a Palavra e tendo minhas próprias experiências com Deus, as manifestações proféticas ficaram cada vez mais escassas. Entendo que quando eu era menino, precisava de leite (I Co. 13.11). E eis aí o cerne do problema de muitos cristãos.

Por vivermos o "fast-food da fé, onde tudo já vem pronto, mastigado" (Alan Brizotti), não temos mais paciência de cultivar uma verdadeira amizade com Deus. O Senhor Jesus disse que se fizéssemos Sua vontade, seríamos Seus amigos (Jo. 15.14). Nos esquecemos, porém, que mesmo uma amizade genuína é marcada algumas vezes por desentendimentos, frustrações, distanciamentos e até mesmo segredos não revelados. É aqui onde percebo a beleza da amizade com Deus.

Quando o Senhor apareceu a Jó, não lhe deu explicações sobre sua desgraça repentina, muito menos revelou Seus mistérios mais profundos.

Não obstante, Jó se levanta das cinzas dizendo: "Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos te viram" (Jó. 42.5).

Sinceramente? Alguns dias tenho vontade de gritar da janela da sala (onde costumo falar com Deus pelas madrugadas) e dizer-lhe que estou farto de tanto mistério! Que a minha vida não faz o menor sentido. Outros dias, porém, e esses são mais frequentes (graças a Deus), digo-lhe com satisfação que embora não O entenda, continuo fascinado por Sua forma de trabalhar.

Não, amigo leitor, eu não tive respostas às minhas perguntas mais intrigantes.

Também não tive nenhuma visão a cerca do meu ministério. Deus não me deu sonhos. Faz tempo que não ouço uma profecia. Já faz tempo que o mistério não é revelado. Porém, minha busca por Deus está cada vez mais emocionante. Sinto que quando abro uma porta desconhecida de minha fé, surgem novos questionamentos, mais trabalho pela frente, mais estudo da Palavra... E glória a Deus por isso!

Conselho de amigo - não busque respostas às suas perguntas. Respostas encerram histórias. Tal como aquele alpinista que chega ao topo do monte mais desafiador e ao fincar ali sua bandeira, grita: "Uhuuu... consegui!" - olha pra um lado, olha pra outro, respira fundo... a adrenalina acaba, ele tira a bandeira e volta pra casa. Com Deus, nunca chegarei ao pico. Ele sempre me levará cada vez mais alto. E mesmo que cada vez mais me falte o ar, tenho uma certeza: estou no caminho certo!

Um abraço sem mistério,

L. Rogério - Autor do livro "Adoração para Anônimos" (Editora Reflexão